sábado, 27 de maio de 2017

Look do dia: a moda antiga

Olá amigo leitor, quem não é apaixonado por roupas e acessórios? as pessoas em si são loucas por variedade de roupas, algumas seguem as tendencias da moda outras preferem criar essas tendencias.
Desde o principio o ser humano sempre teve essa necessidade de se vestir, e esse será o tema dessa matéria, como será que eram os looks na época? não sei vcs, mas nós aqui da editora somos apaixonados por roupas antigas, de verdade, é muito bom gosto e elegãncia para uma época só (rsrsrs).
A seguir iremos mostrar como era os looks antigamente e vcs irão ver o quanto não estamos exagerando quando dizemos que eles são simplesmente espetaculares.......

A MODA ANTIGA: 







quinta-feira, 25 de maio de 2017

Que as Isauras da vida sejam livres da violência!

Diariamente milhares de mulheres no mundo inteiro são violentadas e violadas das mais perversas maneiras, por homens machistas e opressores que circundam em suas vidas.
Isso é um fato incontestável, mulheres batalhadoras que são subjulgadas por seres que se consideram superiores.
As mulheres podem ser consideradas o pilar da sociedade, seres dóceis e sensíveis que estão  dispostas a ser sempre perseverantes em todas as situações de desrespeito que enfrentam ao curso de suas vidas. 
 A mulher é a obra prima mais graciosa da espécie humana, cada uma com seu jeitinho marcante e inesquecível, sempre no ponto certo da perfeição, umas mais introvertidas, outras mais extrovertidas, umas mais emotivas, outras mais fortes, enfim, temos diversos tipos de personalidades, mas uma coisa é certa, todas chamam a atenção simplesmente por serem marcantes, cada uma do seu jeitinho próprio.
 Já dizia o poeta Tom Jobin "Ah, se ela soubesse que quando ela passa  o mundo sorrindo se enche de graça e fica mais lindo por causa do amor".
A mulher é uma figura de amor, paz, proteção, todas as mulheres sonham em ser amadas e  compreendidas ( por mais confusas que elas possam ser as vezes), um homem deveria se sentir o cara mais incrível do mundo por ter um ser tão  iluminado ao seu lado,  porém, não é bem assim na maioria das vezes, alguns sentem prazer em simplesmente maltratar uma mulher.
Uma vitima muito conhecida que sofreu com essa fatalidade em nossa sociedade é uma mulher braca, ou melhor, uma escrava, a figura que é considerada uma heroína, um exemplo para muitas mulheres que já perderam as forças e vontade de lutar por um mundo melhor. Essa grandiosa escrava que transborda amor e carinho possui um caráter incontestável, sua alma é de uma luz e nobreza esplendida, sempre esteve sujeita a inúmeras situações de perseguição de seu patrão Leôncio, mas nunca perdeu a esperança de se ver livre de medos que a aprisionavam, ou melhor, de pessoas.
 Isaura tinha coragem de sobra para lutar contra as injustiças do mundo que a cercava, um mundo que a vida de uma pessoa, simplesmente por ser uma escrava, não tinha valor como a dos demais, leoncio, seu senhor, era loucamente apaixonado por Isaura, com isso a fez escolher entre seu ódio e o seu amor, ou seja, "ou vc me ama, ou irá para o tronco".
Isaura como toda mulher virtuosa, não se deixou corromper por chantagens de um ser tão desprezível e mal amado, sim, ela obedecia seu senhor, mas exigir o amor de uma mulher é algo sem o menor nexo, Isaura só queria exercer seu trabalho como escrava em paz, visando sempre sua liberdade, Isaura  persistiu e não desistiu, até que alcansou sua felicidade.
 E as Isauras da vida irão aceitar essas situações sem lutar? infelizmente o assédio é presente em nossa sociedade e não é de hoje, e Isaura assim como diversas outras mulheres sofreram e sofrem com esse problema até hoje.
Todos nós seres humanos merecemos ser felizes, amados, protegidos e se sentir preenchidos de todas as maneiras  existentes e inexistentes, os medos são feitos para que possamos enfrenta-los, cada batalha é projetada para testar seu lutador e ensina-lo o quão resistente e insuperável ele pode ser, um bom guerreiro usa suas quedas para se levantar cada vez mais forte e convicto a ser cada vez melhor.

Sobre o autor

Bernardo Guimarães (1825-1884) foi um romancista e poeta brasileiro. "A Escrava Isaura" foi o seu romance mais popular. Estudou Direito em São Paulo. Foi juiz municipal na cidade de Catalão em Goiás. Foi jornalista, professor de latim, francês, retórica e poética. Estreou como poeta com "Cantos da Solidão", mas foi como romancista que seu nome ganhou destaque. Foi considerado o criador do romance sertanejo e regional, ambientado em Minas Gerais e Goiás. De todos os seus romances "O Seminarista" é considerado sua melhor obra. É patrono da cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Personagens do livro

A obra apresenta a tríade comum aos romances populares românticos: vilão, heroína e herói. E, graças à ausência de profundidade com que são construídos, os personagens do romance são planos, estáticos e superficiais.
Isaura, a heroína escrava, é branca, pura, virginal, possui um caráter nobre e demonstra "conhecer o seu lugar": do princípio ao fim, suporta conformada a perseguição de Leôncio, as propostas de Henrique, as desconfianças de Malvina, sem jamais se revoltar.
Permanece emocionalmente escrava, mesmo tendo sido educada como uma dama da sociedade. Tem escrúpulos de passar por branca livre, acha-se indigna do amor de Álvaro e termina como a própria imagem da "virtude recompensada".  

Resumo do livro "A escrava Isaura"

A história se passa nos "primeiros anos do reinado de D. Pedro II", inicialmente em uma fazenda em Campos dos Goitacazes (RJ). Isaura, escrava branca e bem-educada, é assediada pelo seu senhor, Leôncio, recém-casado com Malvina. Isaura se recusa a ceder aos apelos de Leôncio, como já fizera, no passado, sua mãe, que, por ter repelido o pai de Leôncio, fora submetida a um tratamento tão cruel que, em pouco tempo, morrera.
Para forçá-la a ceder, Leôncio manda Isaura para a senzala, trabalhar com as outras escravas. Sempre resignada, suporta passivamente o seu destino, porém, não cede a Leôncio, afirmando que ele, como proprietário, era senhor de seu corpo, mas não de seu coração: " - Não, por certo, meu senhor; o coração é livre; ninguém pode escravizá-lo, nem o próprio dono." Leôncio, enfurecido, ameaça colocá-la no tronco.
No entanto, seu pai, ex-feitor da fazendo, consegue tirá-la de lá e foge com ela para Recife (PE). Em Recife, Isaura usa o nome de Elvira e vive reclusa numa pequena casa com seu pai. Então, conhece Álvaro, por quem se apaixona e é correspondida.
Vai a um baile com ele, onde é desmascarada e reconhecida. Álvaro, ainda que surpreso, não se importa com o fato de ela ser uma escrava e resolve impedir que Leôncio a leve de volta, inclusive tentando comprá-la. Mas não consegue convencer o vilão, e este leva Isaura de volta ao cativeiro na fazenda.
Leôncio está praticamente falido e, com o objetivo de conseguir um empréstimo do pai de Malvina, consegue se reconciliar com a mulher, afirmando que Isaura é quem o assediava. Então, para punir Isaura, Leôncio manda que ela se case com Belchior, jardineiro da fazenda.
Entretanto, Álvaro descobre a falência de Leôncio e compra a dívida dos seus credores, tornando-se proprietário de todos os seus bens, inclusive de seus escravos. No dia do casamento de Isaura, antes que se celebrasse a cerimônia, Álvaro aparece e reclama seus direitos a Leôncio. Vendo-se derrotado e na miséria, Leôncio suicida-se. Tudo termina, portanto, com a punição dos culpados e o triunfo dos justos.
Como bem o sintetizou Carlos Alberto Vecchi:
"A estrutura narrativa de A Escrava Isaura segue o modelo folhetinesco das histórias românticas: para atingir seu ideal e obter o reconhecimento de todos, o herói tem que realizar uma jornada perigosa, onde a própria vida é colocada em risco.
O Amor, epicentro onde se debatem o Bem e o Mal, torna-se a força motriz que conduz ao restabelecimento do equilíbrio e da felicidade a todos que, em momento algum, se deixaram intimidar pelos desmandos de Leôncio. O Mal extirpado (o suicídio de Leôncio) cede lugar ao Bem. E aqueles que nortearam suas ações pelas virtudes maiores é que estão aptos a receber o prêmio daí decorrente."